Coletivo Sem Papas

8, Maio 2008

Campanha do agasalho

Arquivado em: Bizarro, Vacilaram! — Daniel Sollero @ 5:27 pm

São Paulo faz frio. A campanha do agasalho tem parceiros em diversos locais. Muitos shoppings, supermercados tem as caixas para as pessoas depositarem os casacos que não usam mais e poderem, dessa forma, ajudar outras pessoas. O princípio é simples. O projeto não é novo.

Mas a pergunta que não quer calar é: porque tanta gente joga lixo (papéis picados, papel de bala, copo de café) nessas caixas. Não pode ser só falta de atenção. Somos bem mais educados que isso.

27, Março 2008

A lenda do cliente-especialista

Arquivado em: Bizarro, Vacilaram! — Daniel Sollero @ 6:37 pm

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foto de onemillion

Ouvi dizer que volta e meia isso acontece. O cliente vem com um problema, a agência apresenta a sua sugestão de solução. Em conversas posteriores, cliente e agência fazem ajustes no plano. As vezes para se adequar ao público, outras para incluir  algum objetivo novo que o cliente quer reforçar no momento e aí, pronto. A ação já está caminhando para a produção e o cliente grita:

PARA! Estava pensando e acho melhor trocarmos isso, isso e isso dessas peças por essa sugestão aqui: _____________ (preencha com idéia genial que o cliente teve durante o banho) que ainda fica mais barato.

O atendimento fala:

Mas isso vai fugir do conceito e, desse jeito, a comunicação não terá tanto impacto.

E emenda com um discurso mais técnico para o cliente perceber que existem profissionais que sabem o que estão fazendo do outro lado.

Mas mesmo assim, o cliente responde:

Isso é besteira. Coloca isso que vai dar certo.

Se por acaso der certo, o cliente fala:

Não te disse? Eu entendo do meu negócio

Se der errado, a agência é responsabilizada. Pelo menos para os superiores do cliente.

E se a agência se negar a fazer tal alteração, fica com fama de difícil.

Quem disse que a vida seria fácil?

9, Janeiro 2008

Que relação temos com o nosso mercado?

Arquivado em: Bizarro, Branding, Dica de Leitura, Vacilaram! — Daniel Sollero @ 5:48 pm

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Na praia no fim de ano vi umas coisas bizarras. Várias pessoas que trabalhavam na praia vendendo produtos e sujando ainda mais a areia. Eram guimbas de cigarro, garrafas d`água largadas na areia e por aí vai.
O que me fez pensar em uma coisa básica. Será que eles não percebem que quanto mais suja a praia ficar menos gente vai frequentar aquele ponto e como consequência comprar alguma coisa desse mesmo vendedor?

Geralmente os que sujavam a praia eram os ambulantes e não os comerciantes que tem um quiosque ou uma barraca fixa naquele local. Vi um que sentou na sombra de um guarda-sol de outra pessoa, fumou seu cigarro, bebeu uma água (ambos espero que tenham sido comprados) e depois largou ambos na areia. Levantou, pegou as cangas que vendia e continuou a procurar compradores. Fiquei pensando que a relação que essas pessoas têm com o seu mercado é superficial demais. É algo que não pode dar certo por elas não se envolverem com aquele meio. É uma relação total de sangue-suga e não de troca. Não é nem um emprego é apenas algo que paga as contas. E esse tipo de comportamento se repete em todos os segmentos e principalmente em pessoas que não têm mais aquele tesão de fazer algo que gostam.

No livro Get back in the Box do Douglas Rushkoff há um exemplo de um lixeiro nos EUA que curtia o que fazia e trabalhava melhor porque ele se divertia fazendo aquilo. Porque um vendedor de praia não pode ter esse mesmo comportamento? Por que isso geralmente causa uma relação predatória com o mercado? e qual a nossa relação com o nosso mercado? Será que estamos fazendo exatamente o que o vendedor de cangas fez? Ou será que estamos desenvolvendo algum mercado? Início de ano e aqui vão algumas coisas para pensar até o carnaval. Porque sabemos que o ano só começa depois do carnaval, né?

31, Outubro 2007

Plano de mídia e gerenciamento de crise

Arquivado em: Propaganda, Vacilaram! — Daniel Sollero @ 9:33 am

Sempre que o plano de mídia de uma campanha é feito, procura-se minimizar problemas e tirar de locais que possam danificar a marca ou associa-la a aspectos negativos.

O Copywriting blog listou algumas dessas situações. São vários exemplos de mídia off-line que deram errado ou que distorcem a mensagem original. Esses são engraçados e realmente não há muito o que fazer em alguns casos. Mas quando o assunto são links patrocinados e anúncios contextuais, deve haver uma maneira de evitar que esse tipo de problema ocorra.

Lembro de uma vez que houve um acidente aéreo em que todos os anúncios que apareciam eram tentando vender passagens mais baratas. E a maioria dos anúncios era das empresas envolvidas no acidente.

Parece besteira, mas quem está se informando sobre um acidente, procurando nome de amigos entre as vítimas, ao ver um anúncio de venda de passagens da mesma companhia, vai ficar muito irritado e, provavelmente, vai comentar com outras pessoas sobre a falta de tato da empresa e de querer vender passagens mesmo quando um avião cai.

Mas e quando é apenas uma coincidência infeliz? Algo como uma rede de fast food ao lado de um anúncio contra obesidade infantil? Pode ser uma ação de guerrilha, emboscada justamente para causar esse estranhamento e reforçar um ponto de vista.

Ou seja, em uma situação de crise, o pessoal de RP coloca seu plano de gerenciamento de crise em prática e o pessoal de marketing deveria fazer o mesmo imediatamente também. Na minha opinião, a primeira medida seria tirar os anúncios do ar e depois trocar por algo que estivesse de acordo com a linha de comunicação definida para a crise e pós-crise  mas, na real que agência de marketing/comunicação tem um plano de gerenciamento de crise?

12, Agosto 2007

Cidade limpa vicia

Arquivado em: Tendência, Vacilaram! — Daniel Sollero @ 10:22 pm

[video]http://www.youtube.com/watch?v=Ht9GNp94WOU[/video]

Fui ao Rio no final de semana passado e fiquei chocado com a quantidade de mídia exterior que encontrei. Eram outdoors de todos os formatos e tamanhos. Não existia um local que eu pudesse olhar que não tivesse uma logomarca. Minha esposa estava comigo e ela, que não trabalha com publicidade, também se sentiu incomodada com a poluição visual.

É claro que isso é um reflexo do projeto cidade limpa. não sei se é porque nos acostumou a não ver mais logos pela cidade ( ou ver menos) ou se, simplesmente, realocaram a verba de mídia exterior para as outras cidades. Como quando eu fui, o Pan tinha chegado ao fim, é capaz de tudo isso ter sido potencializado pelo desejo de aparecer no evento de qualquer forma.

Eu, como carioca, orgulhoso do Rio, fico até sem graça de fazer esse tipo de crítica.

Como assim, ir ao Rio e não ver como a cidade é linda?

Como os outdoors me chamaram mais a atenção do que a maravilhosa vista da Lagoa, das praias e das cariocas?

Realmente isso é bem estranho.

Mas alguém está tendo idéias boas para comunicar mudanças no seu produto. Mesmo não sendo no Brasil, achei engraçado isso vir de uma empresa de fora. Alguém lembra de alguma campanha que tenha usado outras mídias para falar do Cidade Limpa de maneira positiva? Eu não. Mas esse vídeo é sensacional.

26, Julho 2007

“Falem mal, mas falem de mim”. E ainda tem gente que acredita nisso…

Arquivado em: Propaganda, Vacilaram! — Marcelo Vial @ 2:35 pm

A briga das cervejas esquentou de novo quando a última campanha da Sol resolveu ridicularizar o “redondo” (alusão à campanha da Skol) e retirar uma placa do “Bar do Zeca” colocando uma outra com o “Bar da Sol”. O Conar deve entrar em campo em breve.

Alguns profissionais dirão que foi para gerar barulho e confusão, e que a Sol ganha com isso… Outros vão dizer que com a proibição do Conar isso gerará mais buzz, e que a Sol ganha com isso… Vejo até aqueles que irão proclamar que a Sol deveria ser ainda mais agressiva e produzir novos ataques com anúncios e virais sacaneando a Skol.

Todos acreditam que é preciso atacar os concorrentes para gerar boca a boca? Ninguém tem competência para fazer isso de uma forma mais inteligente e dentro da ética? Será que a velha máxima do “falem mal, mas falem mim” se aplica nos dias de hoje, nos quais os consumidores estão cada vez mais cientes do seu poder? O que a Sol ganha com este bate-boca, recall de marca? Mas a que preço?

Numa boa, a FEMSA certamente tem argumentos de sobra para apresentar o seu produto sem agredir a concorrência. Deveriam usá-los.

Em tempo: A Ambev também não é nenhuma Virgem Maria. E volta e meia também pisa na bola.

10, Julho 2007

Logo pixelado

Arquivado em: Negócios, Vacilaram! — James Scavone @ 2:24 pm

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Viu a revista Época desta semana? Dentre todos os esportes que estarão em disputa durante o Pan do Rio, o nado sincronizado foi o escolhido para a foto de capa. Será que somos o país do nado sincronizado ou será que a beleza das duas gêmeas que representarão o Brasil influenciou na escolha? Pois é. Gêmeas sincronizadas vendem revistas. E os patrocinadores delas deve estar bem felizes por ganhar a capa de uma das revistas de maior circulação do mercado.

Mas se a gente reparar bem, o logotipo das duas empresas, que está estampado no maiô das atletas, foi embaralhado - ou pixelado - pelo diretor de arte da Época. Disseram nananinanão para a veiculação gratuita de suas marcas na capa do semanário. Mas será que este tipo de atitude não trabalha contra os atletas? Estão sempre em busca de patrocinadores e vestem bonés e camisetas de quem arca com a verba para os treinamentos. E quando - glória! - conseguem emplacar uma capa de revista, o logotipo sai todo pixelado.

A primeira vez que vi um logotipo embaralhado foi na TV. Um deste programas sensacionalistas americanos, mostrando acidentes de carro, desastres naturais, perseguições policiais ou coisa que o valha. Quando aparecia uma pessoa de camiseta com alguma marca, tiravam a barriga do sujeito de foco. Eis que a moda pegou no Brasil.

Será que patrocinadores não vão pensar duas vezes antes de patrocinar algum esportista?

22, Junho 2007

Ai, que vergonha do Zé

Arquivado em: Dica de Leitura, Sem Categoria, Vacilaram! — James Scavone @ 10:29 am

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Diz a piada que certo dia avisaram um caipira das escapadas da sua mulher com o seu melhor amigo. Para ter certeza, o caipira finge que vai pescar e se esconde dentro do armário no quarto do casal. Fica observando a mulher pela fresta até que o Zé, seu amigo, aparece na casa. Começam a se beijar e o caipira vai se enfurecendo. A coisa esquenta e o Zé tira toda a roupa da mulher. Nesta hora, ao perceber que o corpo da sua velha companheira não é mais aquelas coisas, o caipira esquece a traição e exclama: “Ai, que vergonha do Zé”.

A proibição dos blogs nos Jogos Pan-americanos do Rio é uma daquelas situações em que dá uma vontade enorme de dizer: ai, que vergonha do Zé. Não vou nem entrar no mérito da construção da Vila do Pan ou do desastre anunciado na organização dos jogos quando os turistas, atletas e delegações chegarem aos montes ao balneário carioca, mas o veto aos blogs é coisa de matar de vergonha.

Continue a ler o texto aqui.

24, Abril 2007

O slogan do Banco Central

Arquivado em: Dica de Leitura, Propaganda, Vacilaram! — James Scavone @ 11:49 pm

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O Banco Central precisa de um slogan? Esta é a pergunta que o José Paulo Kupfer faz hoje no site nomínimo. Lançado numa campanha milionária de R$ 8 milhões, foi chamada de campanha de utilidade pública. A sua agência chegou ao slogan: Banco Central do Brasil, cada vez mais valor para o brasileiro. Sensacional. Com o Real forte então… uma maravilha. E não coloque a culpa no Lula, não. Em tempos de FHC o slogan era: Banco Central do Brasil, cuidar da moeda é o nosso forte. Muito bom também, diz tudo.

Confesso. Estou sendo irônico.

O Banco Central não precisa de slogan. Mais que isso: empresa nenhuma precisa de slogan. Uma marca precisa sim de um bom posicionamento. Truques e brincadeiras com palavras são totalmente dispensáveis. Usar os dois significados da palavra forte - o da força e o da fortificação - pode parecer muito inteligente, mas não agrega muito. Ninguém vai escolher este ou aquele Banco Central, é tudo que temos. Se é para ter um slogan, que seja um que inclua o Governo Lula de forma geral. O problema é que não seria um slogan e sim um projeto para o País. E aí a coisa complica de vez e saimos da crítica da propaganda e dos slogans e entramos em um universo nebuloso. Projeto para o País não é, definitivamente, o nosso forte.

O que diferencia então o slogan do posicionamento? Tomemos a Guinness - como exemplo e não como cerveja. Logo abaixo de sua marca, encontramos as palavras Good things come to those who wait (Aqueles que esperam serão bem recompensados). É um ditado popular transformado em.. bem, um slogan, mas que não é simplesmente um grupo de palavras espertas lado a lado, é muito mais. Todo bom bebedor sabe que a espuma de Guinness leva tempo para subir depois de tirado, então, aqueles que agüentam a ansiedade e esperam o ponto certo de uma pint de Guinness, serão recompensados com o seu sabor amargo inconfundível. Ou seja, aquele amontoado de palavras diz tudo que precisa ser dito. E é a base para todos os seus filmes e peças publicitárias.

Não sei se ficou muito claro, é uma grande discussão, mas gostaria de ouvir a opinião do eventual leitor sobre as diferenças entre slogan x posicionamento. Em tempo: o texto do José Paulo termina de forma muito engraçada, vale reproduzir aqui:

Quem sabe numa próxima campanha o BC não adote um slogan do tipo “Banco Central, o banco que vale por um bifinho” ou “BC, o banco que desce redondo”. E você, que slogan daria para o BC?

29, Março 2007

Cidade limpa na Nova Zelândia

Arquivado em: Guerrilha, Mídia Exterior, Vacilaram! — Daniel Sollero @ 7:07 pm

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Enquanto algumas iniciativas contra a lei Cidade Limpa do prefeito Kassab foram levemente manifestadas, Em Auckland, Nova Zelândia, eles foram bem mais agressivos. Com Outdoors vazios e mostrando as paredes dos prédios em que estão e frases do tipo:

É essa a vista que estamos estragando

Ah! Bem melhor…

Não é bem uma Capela Sistina, né? 

Nessas horas que eu fico me perguntando. Por que aqui não fizeram algo do gênero? por que aqui insistiram na coisa mais forçada do universo?

Outdoor é cultura

Enfim, vale pelo case.

Via Advertising for Peanuts

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