Coletivo Sem Papas

7, Novembro 2006

O social segundo a Microsoft

Arquivado em: Vacilaram! — Daniel Sollero @ 12:11 pm

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Achei o Zune da Microsoft um aparelho bacana. Assisti um review em vídeo, entrei no Zune.net e acho que a empresa do Bill Gates está tentando se reinventar. Mas há pequenas coisas que caracterizam a maneira de pensar da Microsoft. A principal é aquela: você pode fazer muitas coisas, mas não muito.

Eles estão apostando pesado na idéia de mp3 player social. O Zune pode realmente passar arquivos de um Zune para outro numa conexão sem fio. Seria uma ótima funcionalidade se não houvesse limitações (assim como o DRM utilizado nas músicas compradas na loja do iTunes e que já teve o código quebrado mês passado). No Zune, depois que você passa uma música para alguém essa pessoa só pode ouvir o arquivo por 3 vezes e você não pode repassa-lo para outra pessoa. Está tudo nas letras miúdas do próprio site.

The Zune to Zune sharing feature may not be available for all audio files on your device, and works only between Zune devices within wireless range of each other. This feature allows recipients to play full-length sample tracks up to 3 times in 3 days. Recipients cannot re-send music that they have received via the sharing feature.

Se a Microsoft realmente tivesse a intenção de tirar o iPod do mercado permitiria a troca sem restrições na versão que sai da fábrica. A não ser que isso seja uma estratégia. No site do Zune há artistas cool “apoiando” o aparelho entre eles o brasileiro Cansei de Ser Sexy (que segundo o Viu Isso? pode ser uma espetada na Apple). Ou seja, estão tentando insinuar que os artistas realmente usam o Zune e não o iPod, que o aparelho é um item cool e por aí vai.

Eu sei que parece uma teoria da conspiração mas repito que que talvez seja uma estratégia.
A restrição pode ser a deixa para envolver programadores e hackers na missão de acabar com essa restrição de uma maneira simples e, aí sim, terem um mp3 player que realmente possa desbancar o iPod.
Tudo isso com a Microsoft dando a impressão de que ficou irritada com a “descoberta” dos crackers e que prometendo processar os responsáveis (apenas para gerar mais Buzz) e fazer com que isso se torne uma ação tão corriqueira quanto transformar o seu DVD em região 0 ou desbloquear o PS2, coisa que hoje qualquer técnico no Stand Center (em SP) ou na Uruguaiana (no Rio) faz, replicando o que aprendeu na internet.
E isso aconteceria sem comprometer o lucro da loja Zune Marketplace e poderia aumentar as vendas do próprio aparelho, sendo escolhido como o mp3 player dos antenados.

Mas como estamos falando de Microsft, é capaz de nada disso acontecer e ficarmos apenas com mais um concorrente do iPod no mercado

Não dou 2 meses após o lançamento para “aparecer” uma maneira de acabar com a restrição de compartilhar arquivos. É esperar para ver se a Microsoft vai capitalizar isso ou não.

2 Comentários »

  1. Legal que esse Zune chegou pra brigar inclusive “conceitualmente” com o iPod. Welcome to the Social é um mote/conceito/posicionamento interessante, que bate de frente com o “tenho um iPod e sou mudérno bagarai”. Vamos ver no que vai dar. Aquela coisa toda.

    Comentário de Jairo — 7, Novembro 2006 @ 1:43 pm

  2. […] Como eu havia comentado aqui, era questão de tempo para começarem a quebrar as restrições (DRM) das funções sociais do Zune. […]

    Pingback de Coletivo Sem Papas » O social segundo a Microsoft - pt2 — 27, Novembro 2006 @ 7:04 pm

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